A planta baixa que o escritório recusa não é falta de talento — é layer errada
Quase todo estudante de arquitetura e engenharia no Brasil entrega a primeira planta assim: tudo no layer 0, cota em fonte Arial, parede com polyline aberta, carimbo copiado de um DWG aleatório.
O coordenador não fala “você não sabe desenhar”. Ele fala “refaz a prancha”.
O AutoCAD não é o problema. O problema é aprender comando solto — LINE, OFFSET, DIM — sem um padrão de escritório. Sem layer, sem CTB, sem escala de viewport, a prancha não plota. E o mercado não espera você descobrir isso no estágio.
Na ARQ.ENG a gente ensina o contrário: o mesmo fluxo que um projetista usa numa casa térrea com piscina.
Layers com nome, cor e espessura definidos (parede, esquadria, mobiliário, cota, texto).
DIMSTYLE em metros, com precisão de obra.
Blocos de porta, janela e louça que você reusa em todo projeto.
Layout A1, viewport 1:50 / 1:100, carimbo e plotagem em PDF.
O projeto final não é um exercício. É uma prancha que você coloca no portfólio.
Se você ainda está no layer 0, começa pelo básico. O certificado só sai quando a prancha sai certa.
