Sair do automático não é comprar lente nova
A maior parte das fotos fracas que vemos em aula não peca por falta de megapixel. Peca por falta de decisão.
Luz dura do meio-dia no Rio não é inimiga. É grafismo. O automático da câmera tenta “corrigir” o que o olhar deveria escolher: sombra dura, céu estourado, pele no limite.
Um exercício que usamos no começo da formação: o mesmo quarteirão, 20 fotos, ficar com 2. Escrever por que essas duas existem.
Se a justificativa for “ficou nítida”, ainda não começou. Se for “a sombra da escada corta o corpo e o ônibus passa no tempo errado”, aí sim.
Essa é a base da Formação Completa em Fotografia Contemporânea: técnica a serviço de um recorte, não o contrário.
