A perícia grafotécnica não está saturada. Está cheia de laudo sem método.
Atendo perícia judicial há 18 anos. Passei de 3.000 laudos. Formei mais de 1.000 alunos. O que eu mais vejo não é “falta de mercado”. É laudo que não se segura em audiência.
Três erros que queimam carreira no primeiro ano:
Comparar rubrica com nome por extenso e chamar isso de exame.
Concluir “falsidade” em cima de print de WhatsApp, sem original e sem limitação.
Cobrar êxito. Quem cobra êxito vendeu a imparcialidade.
O exame grafotécnico compara hábito gráfico — pressão, ritmo, ataque, remate, variação natural — não “parece igual”. Documentoscopia digital é outra peça: PDF nativo, metadado, imagem de firma colada, IP e selfie não se resolvem com lupa de papel.
Se você quer viver disso, o caminho é chato e lucrativo: método, prazo, ética, cadastro no tribunal, assistência técnica para advogado. O resto é reel.
Montei a formação 123 Perito exatamente nessa ordem. Do zero até a nomeação.
— Gustavo Brasil, perito judicial e advogado
